Meu Objetivo

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terça-feira, janeiro 10, 2012


Oie!!!

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Confusão mental!!!
Não é o peso agora... ele ainda me incomoda mas hoje outras coisas doem mais.

Engraçado, como alguns momentos tenho vontade de gritar o que sinto... mas ao olhar para os lados percebo que é melhor ficar em silêncio, porque quem realmente me entende pode ler meus pensamentos e não precisa que eu grite.

Então escrevo meias palavras em redes com amigos que me conhecem pela metade e que talvez, quem sabe possa entender o que eu sinto nas palavras versos e música que eu ouço.

Poema adaptado:

Neste período tive sentimentos que jamais pensei em ter.
E como se estes sentimentos se transformassem em diversas formas de dor.
A primeira foi parecida com aquela quando terminamos uma relação, tipo um casamento ou namoro de muito tempo. Nós continuamos amando porem temos que nos acostumar com a ausência do amado.
No meu caso tive que me acostumar com a falta da responsabilidade com a ausência das cobranças com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva.
A dor às vezes foi tão grande que por alguns instantes esqueci o porquê estava dando este passo e não consegui ver uma luz no fim do túnel. Esqueci até que Deus estava ao meu lado...
A segunda dor e talvez a mais dilacerante é quando comecei a sentir falta das conversas e risadas com os amigos, de cada momento que passei dos desafios que aceitei do quanto estes anos me fizeram aprender e amadurecer, também foi quando pude então me dar conta por perceber que a maior dor é o fato de saber que em breve serei desimportante nesta história.
Mas, esta dor passa, e ai começo um outro ritual de despedida:
a de abandonar o amor que senti, a admiração os sonhos que sem querer construí e inclui este lugar.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial.
Na verdade, percebi que fiquei que estou tirando um pedaço de mim por tudo o que vivi aqui.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Pois é eu me vi desta forma me vi com medo de abandonar o que sentia.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de mim.
Porem para dar seqüência aos meus planos e sonhos é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, algo pelo qual lutei, chorei, briguei, fui reconhecida e também não fui, fui feliz e fui infeliz, onde acertei e também errei, talvez mais errei do que acertei...
Onde fui amiga acima de tudo não a todos mas a quem julguei merecer. Mas acima de tudo pelo qual me entreguei totalmente.
Esta é uma dor mais amena, quase imperceptível. É uma dor que confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.
O que estou deixando aqui não interessa mais, mas interessa o que vivi aqui e por aqui

O que em parte por muito tempo me justificou como ser humano, que me colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se neste momento é como se despedir de um amor de uma relação longa ao qual fui totalmente fiel é despedir-se de mim mesma, mas na verdade de um eu que também fica aqui.
É o arremate de uma história que terminou, e engraçado com minha concordância, mas que precisa sair de dentro de mim para que eu possa viver novos sonhos me doar a novos projetos.


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